A herança dos bisavós

Franco Iacomini, da Gazeta do Povo, conversou com o consultor BRAIN Fábio Araújo sobre situações em que o apreço por determinado bem acabam “contaminando” a ideia de valor econômico. O exemplo em questão era de uma chácara que estava na família de um leitor há gerações.

A principal recomendação de Fábio, antes mesmo de pensar em preço, é justamente separar o aspecto sentimental do econômico. “O sentimento é só da gente, não vale para o outro. É normal achar que um imóvel vale mais por causa do valor sentimental, por isso é preciso ser bem objetivo. Se ele quiser vender, precisa fazer uma avaliação profissional. Deve chamar umas três imobiliárias e fazer dessa uma avaliação exclusivamente financeira”, diz.

Sobre manter o imóvel esperando uma valorização futura, Fábio aponta que “não tem como saber. Se valorizar, será pelo terreno e não pela infraestrutura que ele tem. Os terrenos tendem a se valorizar com o tempo, mas nunca se sabe quanto essa valorização pode demorar”, observa Araújo. “Se a ideia for vender, o momento atual parece ser propício, porque o mercado está bastante aquecido.”

Mas as lembranças não têm preço. O leitor pode, simplesmente, ignorar o mercado e ser feliz na chácara que foi de seus bisavós. Taí uma decisão difícil!

Texto adaptado da seção Financês, do dia 30/08/2011.

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Publicado em agosto 31, 2011, em Brain na Mídia e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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