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BRAIN desenvolve novo Planejamento Estratégico da Ademi-PR

A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Paraná (Ademi-PR) surgiu em 1980 a fim de discutir questões de interesse do setor junto a órgãos públicos. Entidade sem fins lucrativos, busca um melhor desenvolvimento do mercado imobiliário e das empresas relacionadas a ele e, para isso, possui parcerias com importantes órgãos, como Secovi, Sinduscon e Asbea.

Além da mais importante Feira Imobiliária do Paraná, a Ademi vem se estruturando e realizando uma grande quantidade de pesquisas de mercado, que são repassadas periodicamente a seus mais de 45 associados. Os resultados anuais dão origem à publicação “O Perfil Imobiliário de uma Metrópole”, estudo produzido pela área de Inteligência Imobiliária da BRAIN, cujo objetivo é traçar o perfil deste mercado na Região Metropolitana de Curitiba.

Com a finalidade de acompanhar o grande crescimento do mercado imobiliário paranaense, a Ademi contratou a BRAIN, que por meio de sua área de Inteligência Estratégica, desenvolverá o Planejamento Estratégico para os seus próximos 5 anos de atividade. Os objetivos envolvem a expansão do número de associados e, mais importante, entender as novas e maiores demandas destes, o que permitirá à Ademi atender com mais precisão as reais necessidades das empresas associadas.

A diferença entre Plano e Planejamento

Eu tenho um plano. Isso ressoa aquela frase tão conhecida de Luther King: “ I have a dream…” – e na verdade, muitas vezes, um plano é exatamente isso:  um sonho, no sentido de uma projeção futura, um desejo de concretização colocado para certo espaço de tempo lá na frente. A diferença, é claro, entre o sonho e o plano estratégico de uma empresa, por exemplo, é que no plano estratégico estão descritas as formas, condições e recursos que tornarão aqueles objetivos (o seu “dream”) um fato consumado conforme a previsão inicial.

Mas muitas vezes, como até as pedrinhas da rua sabem, planos estratégicos fracassam, porque como disse o nosso Garrincha “se esqueceram de combinar com os russos”. Ora, não sejamos ingênuos, em tempos turbulentos, de grande assimetria e velocidade, não haverá gênio de cenários que consiga ter total domínio dos imponderáveis e mesmo, das relativas e estáveis previsões. Assim sendo, é muito provável que o plano não atinja exatamente o previsto – sempre mais ou menos –, porque a única indefectível certeza que temos é que o plano não sairá conforme o planejado.

Isso não significa que devamos abdicar dos planos. Na verdade, do que não devemos abdicar nunca é da atitude de planejamento. Isto é, planos são estáticos, mas planejamento é dinâmico: um pressupõe a realização mais ou menos daquilo que foi prescrito, outro se compõe de numerosos ajustes, variadas calibrações, contínuas revisões, que não objetivam demolir o plano, mas corrigi-lo, revê-lo, proporcionar um encaminhamento mais aderente aos nuances do real.

Alguém aí então dirá que um bom plano deve prever suas revisões. De acordo. Mas o que gostaria aqui de salientar – e de alguma forma assim fazemos com nossos clientes – é que planejamento estratégico é uma construção, um aprendizado, um processo, e que no final das contas consiste em educar a alta direção e gerência para uma cultura de planejamento.

Isto é, a cultura do planejamento que significa encaminhar coerentemente uma estratégia, fiando-se que somente a estratégia – e não o plano – é que realmente importam, no sentido que a estratégia atende às visões maiores da organização sobre si mesma e seus objetivos.

Ah – isso não quer dizer que não devamos bater nossas metas – de jeito algum. Tão somente que precisamos sempre lembrar que um plano é um papel – mas um planejamento é uma atitude contínua da planificação estratégica, da alta gerência, que procura sempre calibrar suas ações olhando para além da gaveta, ou daqueles infindáveis quadrinhos onde detalhadamente as metas são descritas.  Em resumo, é melhor ganhar o jogo, que seguir um plano, quando o jogo muda. Planejamento é olhar o jogo, antecipando os lances, contingenciando, corrigindo a partida. E, por falar nisso, que tal rever agora, o seu planejamento para os próximos anos?

por Marcos Kahtalian, sócio consultor da BRAIN.

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